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Gato Pardo

Para quem conhece, vocês estão mais que vacinados. Vocês não conhecem isto? São maiores de idade? Trazem o vosso cartão de cidadão, boletim de vacinas e resgisto criminal? Não? Fantástico!!!

Gato Pardo

Para quem conhece, vocês estão mais que vacinados. Vocês não conhecem isto? São maiores de idade? Trazem o vosso cartão de cidadão, boletim de vacinas e resgisto criminal? Não? Fantástico!!!

Mas tenho mesmo de escrever um título para este post? Porra pá, não me apetece nada...

19.02.17publicado por Gato Pardo

Nesta semana que passou, levei um familiar a enterrar.

Apesar da inevitabilidade da partida, achei curioso verificar que a família à medida que os anos passam, só se encontram nestas situações. Quer dizer, o pessoal podia encontrar-se de vez em quando e ir comer uns ovos mexidos e com farinheira regados com um tinto de Reserva de 2011. Epá, eu até aceitava uma ou duas minis que até nem sou um gajo esquisito. Mas não. Ainda o homem ia a caminho do crematório e aqui o je lança a bomba C que é como quem diz e passo a citar "Malta, não é por nada mas nós como família, somos uns COMODISTAS de m*rda. Porra, mas para sabermos se estamos vivos, é preciso um de nós morrer???"

A resposta? Um silêncio sepulcral (sim, podia ser uma metáfora mas o homem foi cremado, não sepultado...). Portanto, toda a gente concorda que devíamos fazer mais mas ninguém está para isso. Despedimo-nos com uma espécie de "gostei de te ver e a gente encontra-se quando morrer o próximo...".

Claro que no meio de tanta família, encontramos um pouco de tudo. Os tios que já não conhecemos, as tias das quais temos uma vaga lembrança, os primos dos quais te recordas bem por causa das cadeiras que lhes enfiaste pela narina esquerda quando eras pequeno. Ah, e aqueles fulanos que não sabes bem quais os laços familiares que partilham contigo mas que sabes que odeias visceralmente. Não por alguma razão em particular. É mesmo tudo. E eu sei que o sentimento é deveras recíproco, tanto que existe sempre um certo receio que nós dois estejamos presentes em funerais. Porque a agência funerária só foi contratada para lidar com um defunto e pode acabar na pior das hipóteses a lidar com três. A parte má? É alguém ter de pagar a conta, não é a funerária ter mais trabalho. Isso eles agradecem.

E que mais? Bem, parece que o Trump é o novo (p)residente dos Estados Unidos. A consequência mais visível disso? Os humoristas nunca tiveram tanto material na vida e o Saturday Night Live está melhor que nunca. Tenho uma carrada de pisa papéis espalhados pelo escritório a que chamo livros aos quais tenho de dar alguma atenção.

Agora vou ali informar-me de factos alternativos sobre um atentado na Suécia. Mas vindo de quem vem, pode ter sido um queijo amanteigado que foi esfaqueado no Seixal. Fake news, fake news...